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Publicado em 12/11/08 Para um homem, não há nada mais grave e trágico que... Bem, primeiro prometa que vai ler o texto com os olhos da ciência. É importante porque você pode até achar graça, mas a proposta é séria. Se pelo menos tivesse um lado fácil de entrar no tema. A coisa toda é tão desastrosa, que a última vez que toquei no assunto, estava nu, com algo adormecido nas mãos e com um estranho sorriso amarelo de: “sabe como é...”. Tudo bem. Vim falar sobre quando os homens broxam. Calma, minha amiga, não passe o texto ainda pro seu companheiro. Primeiro é contigo. Saiba: broxar é um ato restrito ao ambiente humano, que se diga logo. Só ocorre – fisicamente – com o homem e – metaforicamente – com a mulher. E mulheres bonitas; as feias não têm esse direito. E um dia a hora chega. E quando vem dói. Dói muito. Pronto. Passe pra ele agora. O que poucos entendem: existem situações em que ainda, sim, é possível salvar uma transa fadada ao fracasso da vergonha e do infortúnio público de ter sua história contada em toda a faculdade e adjacências. Você, meu amigo, por inocência, acaba classificando qualquer circunstância hostil como “uma broxada”. Não é bem assim. Apenas os fracos e os que ainda não aceitaram o verdadeiro Jesus em seus corações se entregam à derrota. Permitir ser vencido por um pinto mole e emburrado antes que a parceria esteja satisfeita é prova de má-fé e falta de caridade. Não deixemos que um pênis metido a besta e cheio de excentricidades ponha à prova a autenticidade de nossos colhões (por alguma estranha convenção esta palavra significa saco). A situação, não nego, é difícil e exige rapidez de raciocínio para uma saída pertinaz. E aí está a diferença entre o bom amante e o frangote. Por incrível que parece, a “meia-bomba” é a solução. Aliás, não precisa nem ser meia, já lhe digo orgulhoso. Um terço basta; o suficiente para dar consistência à glande. E tente não pensar em coisas negativas: que monte de celulite, por Deus!; ela vai contar pra todo mundo; hum, como este pêlo foi nascer aqui?; será que ela achou a minha depilação do escroto legal?... Pare! Escute, filho. Concentração. Chegou o momento.. É hora do Efeito Colgate (patente minha). Funciona assim, anote. Imagine que seu pênis, ou o que deveria ser, é uma pasta dental quase vazia. O conteúdo do creme é o pouco e valente sangue que conseguiu entrar nos corpos cavernosos. Agora, faça uma argola com os dedos polegar e indicador bem na base do pequenino e empurre vigorosamente o sangue para a ponta, igual você já faz para aproveitar a pasta dental, seu pão-duro – ops, foi mal. Pronto. Você já tem pelo menos uma cabeça ereta. Agora vem a parte difícil: introduzir o material. Com calma e jeito – se é que isso é possível – ponha essa verruga pra dentro. Ela vai estranhar, mas não se intimide com sua cara de desaprovação, você está indo bem. Ajude com os dedos a empurrar o resto das pelancas do moribundo pro interior. Bom. Não a olhe nos olhos, pode estragar tudo. Mulheres jamais entenderão o quanto isso é importante pra nós. Agora com "tudo" lá dentro, comece a bombar. Espere! Bombar significa mexer os quadris num movimento sexy e ritmado de sobe-e-desce (não de vai-e-vem, senão sai e não entra mais), uma espécie de esfrega-esfrega. O segredo agora não é mais o pênis (que se tornou apenas um artífice retórico-cultural para fins de engodo), mas a barriga. E aí, os afortunados, e barrigudos, beberrões estão na frente. Com seu novo órgão sexual esfregando e espremendo o clitóris, ela chegará ao orgasmo aos berros – a falta de oxigênio também ajuda muito – e você terá ganhado o dia. Bem, pelo menos não terá perdido. Para os mais experientes, há alguns detalhes que enriquecem a trama. Quando a parceira estiver chegando lá, grite junto e comece a tremer. Simule um orgasmo simultâneo, coisa de gente chique, o que o deixará com a fama de bom amante perpetuada. É isso: o verdadeiro sucesso sexual não se restringe a ter um artefato duro e viril, mas saber satisfazer uma mulher mesmo com uma muxiba entre as pernas. Perder a ereção, tudo bem; a dignidade, jamais! Escrito pelo abominável Renato Cabral, que não quer mais falar sobre o assunto. Mas, se você quer, então digite: oruminante@gmail.com |